PROJETO PALAVRA D'ÁGUA  

O projeto PALAVRA D’ÁGUA consiste num laboratório do processo criativo do escritor André Soltau, partindo de conversas com moradores antigos de Itajaí, que culminará numa publicação literária de uma mini-coletânea de dois livros de bolsos com os títulos “Correntezas” e “Marés”, cada um de aproximadamente 150 páginas.

 

Todo o processo será registrando neste blog organizado em: entrevistas (trechos das entrevistas e biografia dos participantes), momentos (onde o escritor revelará momentos pelo qual passa enquanto escreve e como se prepara para isto), inspirações e referências (onde o escritor nos apresentará breves textos, imagens e sons que lhe atravessam durante este processo) e da fala ao conto (trechos das entrevistas transformados em contos, que forem sendo escritos para os livros). Tudo isto é parte da escrita em processo e apresenta do processo criativo do escritor.

O projeto possibilitará inúmeras interações com leitores e possíveis novos leitores que de alguma forma se envolverem com o projeto, seja através do blog ou pelas redes sociais.

O escritor André Soltau – idealizador desse projeto – nasceu em Alegrete/RS, ao lado de um rio e viveu sua infância às margens das águas. O seu livro Criancices (Ed. Traços e Capturas, 2015) narra esses momentos a partir de detalhes observados e pesquisados de antigos moradores do bairro onde nasceu, com seus personagens vívidos que podem habitar facilmente o mundo literário.

No projeto PALAVRA D’ÁGUA, o escritor André Soltau ouvirá memórias dos moradores antigos de Itajaí, cidade onde reside há 5 anos. Afastando-se do método que historiadores utilizam por meio da pesquisa com história oral e narram o fato como foi, o escritor se apropriará da narrativa literária, singularizando aquele outro tempo, vivificando as cores e experiências e converterá as memórias ouvidas em contos que se valerão da ficção para compor o produto cultural final deste projeto: uma mini coletânea de dois livros de bolso.

A proposição não é simplesmente narrar memórias sobre sofrimentos, catástrofes ou alegrias diante das águas, mas é o encontro da realidade com o imaginário, da percepção singular de um só morador com suas representações, do narrador com o escritor, que convidará posteriormente o leitor para compartilharem suas percepções dos mesmos encontros com as águas.

 

Um mesmo espaço geográfico e múltiplas percepções.

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